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{"id":1011,"date":"2016-06-10T21:05:26","date_gmt":"2016-06-10T21:05:26","guid":{"rendered":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/?p=1011"},"modified":"2018-04-27T18:29:39","modified_gmt":"2018-04-27T18:29:39","slug":"luiz-castro-acatauassu-nunes-presidente-da-associacao-brasileira-de-sommeliers-abs-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/luiz-castro-acatauassu-nunes-presidente-da-associacao-brasileira-de-sommeliers-abs-rio\/","title":{"rendered":"Luiz Castro Acatauass\u00fa Nunes, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sommeliers"},"content":{"rendered":"[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;20px&#8221;][vc_column_text]A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sommeliers (ABS-Rio), com sede no Flamengo Park Towers, \u00e9 uma entidade sem fins lucrativos, fundada no Rio de Janeiro em 1983, que tem como objetivo a divulga\u00e7\u00e3o do vinho e a propaga\u00e7\u00e3o de conhecimentos sobre o assunto, atrav\u00e9s de cursos regulares abertos a profissionais e amadores. Membro da Association de la Sommellerie Internationale (ASI), com sede em Paris, a ABS tem participado de todos os concursos mundiais da categoria, desde 1986, e em 1992 conseguiu um feito in\u00e9dito: trouxe o concurso para o Rio de Janeiro, reunindo, pela primeira vez fora da Europa, dezenas dos melhores profissionais do servi\u00e7o de vinhos do mundo. A associa\u00e7\u00e3o promove, tamb\u00e9m, atividades ligadas \u00e0 enogastronomia, adaptando vinhos e outras bebidas \u00e0s refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em um bate-papo muito agrad\u00e1vel, conversamos com o atual presidente da associa\u00e7\u00e3o, o engenheiro Luiz Castro Acatauass\u00fa Nunes, que explicou um pouco o trabalho da entidade e, claro, nos mostrou um pouco do seu conhecimento desse universo t\u00e3o amplo e fascinante.<\/p>\n<p><strong>Fale um pouco sobre voc\u00ea e de sua trajet\u00f3ria na ABS-Rio.<\/strong><\/p>\n<p>Eu sou engenheiro e sempre me interessei por vinhos. Atrav\u00e9s de um amigo, soube da exist\u00eancia da ABS-Rio, uma associa\u00e7\u00e3o de estudo e ensino de vinho e me interessei bastante. Entrei aqui no ano 2000, portanto estou fazendo 16 anos na associa\u00e7\u00e3o. Durante esses anos, fiz diversos cursos e viagens. Fui convidado, ent\u00e3o, para fazer parte da diretoria como diretor financeiro e, finalmente, em janeiro deste ano, assumi a presid\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais atividades da ABS-Rio?<\/strong><\/p>\n<p>A ABS-Rio basicamente \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de ensino. Nosso principal objetivo \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento de profissionais na \u00e1rea de vinhos e outras bebidas. Al\u00e9m dos profissionais, contamos com as pessoas que n\u00e3o trabalham no setor, mas possuem grande interesse no assunto. Sendo assim, temos uma gama muito grande de atividades e cursos para oferecer. O associado da ABS faz um curso b\u00e1sico para ter um conhecimento inicial das bebidas, principalmente de vinho. Com a especializa\u00e7\u00e3o, buscamos aumentar o conhecimento na \u00e1rea de seu interesse. Oferecemos, tamb\u00e9m, atividades com degusta\u00e7\u00e3o de bebidas e viagens a diversas vin\u00edcolas. Todo ano n\u00f3s vamos ao Rio Grande do Sul, por exemplo. Nosso roteiro inclui Argentina, Chile, pa\u00edses da Europa, Estados Unidos, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e at\u00e9 na China n\u00f3s fomos h\u00e1 dois anos. As atividades aqui na associa\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito variadas. Evidentemente, cada curso tem um custo e as pessoa fazem de acordo com sua necessidade e interesse.<\/p>\n<p><strong>Quantos associados a ABS-Rio possui?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s temos um quadro permanente de, aproximadamente, 2 mil associados. Incluindo pessoas que est\u00e3o aqui h\u00e1 muitos anos e os estudantes atuais. \u00c9 uma associa\u00e7\u00e3o bem ampla que engloba profissionais e amadores, os chamados en\u00f3filos. A ABS do Rio de Janeiro foi a primeira do Brasil a ser criada h\u00e1 33 anos. Em 2018 n\u00f3s faremos 35 anos e estamos abertos a novos assuntos e bebidas. N\u00f3s temos cursos de cerveja aqui, por exemplo. Nossa atividade principal \u00e9 o vinho, mas em nossos estatutos sempre constam a observa\u00e7\u00e3o \u201cvinhos e outras bebidas\u201d. O universo do vinho \u00e9 diretamente ligado \u00e0 cervejas, destilados, caf\u00e9s, queijos, etc. A liga\u00e7\u00e3o com a gastronomia \u00e9 muito forte. Ent\u00e3o, oferecemos, tamb\u00e9m, cursos de harmoniza\u00e7\u00e3o de bebidas com as refei\u00e7\u00f5es. Acredito que contribu\u00edmos bastante para que o Rio de Janeiro tenha bons servi\u00e7os na \u00e1rea de restaurantes, o que certamente \u00e9 um apoio muito grande ao turismo da nossa cidade.<\/p>\n<p><strong>Qual o perfil das pessoas que procuram a associa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A procura maior \u00e9 de amadores, de pessoas que n\u00e3o est\u00e3o na profiss\u00e3o. No entanto, formamos um quadro consider\u00e1vel de gar\u00e7ons e sommeliers. Nos principais restaurantes da cidade, pode-se notar uma grande n\u00famero de profissionais formados e aperfei\u00e7oados aqui.<\/p>\n<p><strong>Qual o peso de um curso da ABS no mercado? Os principais restaurantes exigem cursos da associa\u00e7\u00e3o para os seus profissionais?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 uma exig\u00eancia legal ter o curso da ABS. O que existe \u00e9 uma consequ\u00eancia do trabalho que temos feitos nos \u00faltimos 33 anos e que \u00e9 reconhecido no setor. Evidentemente, existem sommeliers que se formaram at\u00e9 no exterior. Alguns s\u00e3o europeus e est\u00e3o trabalhando na cidade, e procuramos ter as melhores rela\u00e7\u00f5es com eles. Muitos s\u00e3o convidados para dar aulas aqui de assuntos correlatos. Podemos dizer que a maioria dos sommeliers da cidade passaram pela ABS-Rio ou por forma\u00e7\u00e3o ou por aperfei\u00e7oamento.<\/p>\n<p><strong>Os profissionais do vinho s\u00e3o desvalorizados?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o vejo desta forma. O que ocorre, como em toda atividade econ\u00f4mica, em termos de empregabilidade e remunera\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o de acordo com o momento da economia. Eu diria at\u00e9 que os profissionais s\u00e3o bem valorizados no Rio. No entanto, quando a economia est\u00e1 mais fraca, todas a profiss\u00f5es sofrem uma desvaloriza\u00e7\u00e3o em termos de remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor avalia a produ\u00e7\u00e3o brasileira de vinhos e o consumo do brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil consume muito pouco vinho ainda em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses. O brasileiro consome uma m\u00e9dia de 2 litros por habitante ao ano. Em pa\u00edses como a Argentina, Chile e Fran\u00e7a o consumo chega a 40 litros por habitante ao ano. Mas notamos que esse consumo no Brasil est\u00e1 aumentando bastante. As empresas nacionais, de 30 anos pra c\u00e1, tiveram um desenvolvimento fant\u00e1stico. De vinhos considerados de qualidade inferior, hoje j\u00e1 dispomos no Brasil de empresas com vinhos de primeira linha. H\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o muito grande. No entanto, o que o Brasil faz de melhor s\u00e3o os espumantes. Os espumantes feitos na Serra Ga\u00facha t\u00eam reconhecimento internacional. O clima na Serra Ga\u00facha n\u00e3o \u00e9 muito favor\u00e1vel ao vinho tinto. Mas o Brasil tem outras \u00e1reas fazer isso. Hoje em dia a produ\u00e7\u00e3o de vinhos tintos est\u00e1 se deslocando para a Campanha Ga\u00facha (Pampas). Uma \u00e1rea muito promissora que est\u00e1 se desenvolvendo \u00e9 o Planalto de Santa Catarina. J\u00e1 temos alguns vinhos muito bons sendo produzidos l\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Por que os espumantes no Brasil possuem uma qualidade superior?<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil tem um clima bem favor\u00e1vel para os espumantes. As chuvas na Serra Ga\u00facha no primeiro trimestre fazem que as uvas sejam colhidas com uma acidez um pouco mais alta. E espumante precisa de acidez. Acontece o que chamamos de \u201cterroir\u201d, que s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de clima e solo e de um conjunto de fatores favor\u00e1veis ao espumante, que sem d\u00favida nenhuma \u00e9 reconhecido internacionalmente.<\/p>\n<p><strong>O brasileiro tem preconceito com os vinhos nacionais?<\/strong><\/p>\n<p>Eu diria que isso existe e \u00e9 uma coisa que n\u00e3o \u00e9 correta. N\u00f3s temos vinhos bons e vinhos ruins em todos os pa\u00edses. Como o Brasil \u00e9 um pa\u00eds novo em termos de conhecimento e consumo de vinhos, ainda existe alguns preconceitos. Pa\u00edses como Portugal, Fran\u00e7a e It\u00e1lia certamente possuem vinhos excepcionais, mas tamb\u00e9m produzem vinhos de qualidade inferior. Assim como o Brasil possui vinhos de qualidade inferior e vinhos muito bons. Ent\u00e3o n\u00e3o existe essa qualidade ligada diretamente a um pa\u00eds. Isso n\u00e3o \u00e9 uma forma correta de se apreciar. Quem acha que no Brasil n\u00e3o tem vinhos bons est\u00e1 muito enganado. Infelizmente ainda existe esse preconceito.<\/p>\n<p><strong>Algumas pessoas defendem a restri\u00e7\u00e3o de vinhos internacionais no mercado para impulsionar os vinhos nacionais. O senhor concorda com essa medida?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 30 anos, o vinho brasileiro era ruim porque n\u00e3o existia um par\u00e2metro e uma concorr\u00eancia. Nessa \u00e9poca, por falta de divisas no Brasil, era muito dif\u00edcil importar vinho. Isso eu senti de perto no meu trabalho. Como n\u00e3o se importava vinho, n\u00e3o existia incentivo para melhorar os vinhos nacionais. No momento em que houve uma abertura, os vinhos nacionais tiveram um salto enorme de qualidade. Esse protecionismo, se vier a ser implantado, pode nos fazer regredir bastante. A falta de par\u00e2metro e uma concorr\u00eancia de qualidade \u00e9 muito ruim em qualquer setor.<\/p>\n<p><strong>Como o senhor definiria um vinho de qualidade? Tem alguma indica\u00e7\u00e3o para a gente?<\/strong><\/p>\n<p>O vinho bom \u00e9 o vinho que voc\u00ea gosta. Se voc\u00ea gosta de determinado vinho, aquele \u00e9 o vinho ideal para voc\u00ea. Se voc\u00ea conhece tr\u00eas r\u00f3tulos ou quatro apenas, sua op\u00e7\u00e3o \u00e9 muito limitada. O que fazemos, ent\u00e3o, al\u00e9m de mostrar os tipos de vinho, castas e processos, \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o para aos aromas, qualidades e abrir o seu leque. Se voc\u00ea provou quatro vinhos, voc\u00ea vai escolher o melhor dos quatro. Se voc\u00ea provou 150, certamente o vinho que voc\u00ea vai eleger como o melhor vai ser bem melhor. \u00c9 muito dif\u00edcil indicar um vinho melhor, j\u00e1 que cada um tem sua opini\u00e3o pessoal. No entanto, o conhecimento ampliado que voc\u00ea obt\u00e9m aqui, te d\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de apreciar uma grande variedade de vinhos dispon\u00edveis. E essa variedade \u00e9 uma das coisas mais atraentes que temos nesse universo.[\/vc_column_text][vc_row_inner][vc_column_inner el_class=&#8221;&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; style=&#8221;default&#8221; visibility=&#8221;&#8221; css_animation=&#8221;&#8221; typo_style=&#8221;&#8221; drop_shadow=&#8221;&#8221; bg_style=&#8221;stretch&#8221; border_style=&#8221;&#8221; border_color=&#8221;&#8221;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um bate-papo muito agrad\u00e1vel, conversamos com o atual presidente da associa\u00e7\u00e3o, o engenheiro Luiz Castro Acatauass\u00fa Nunes, que explicou um pouco o trabalho da entidade e, claro, nos mostrou um pouco do seu conhecimento desse universo t\u00e3o amplo e fascinante.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[12],"publishpress_future_action":{"enabled":false,"date":"2026-05-16 17:29:46","action":"draft","terms":[],"taxonomy":"category"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1011"}],"collection":[{"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1011"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1011\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1067,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1011\/revisions\/1067"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/parktowers.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}